...que um dia irei deixar de respirar.
Que ser rico não é ter dinheiro. É ter amigos. E com eles, felicidade.
Que ter alma, não é estar vivo. É sentir a vida.
Pois, eu não sou da mesma opinião.
O meu melhor amigo é a solidão. E tenho dias tão felizes como os vossos.
E posso não ter alma, mas sinto-me tão vivo como vocês!
Não deixar que nada fique por dizer, pois quando damos pela falta de alguém e já não lhe podemos dirigir a palavra, sentimo-nos vazios. Tão vazios...
De: André Brandão
terça-feira, 12 de maio de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Sempre pensei ser melhor...
Uma longa jornada com destino nenhum,
Um labirinto de palavras diferentes,
Poesias erráticas, sem designio algum,
Uma noite que cai em sons estridentes.
De: André Brandão
Um labirinto de palavras diferentes,
Poesias erráticas, sem designio algum,
Uma noite que cai em sons estridentes.
De: André Brandão
quinta-feira, 26 de março de 2009
Sonhos não nêm forma
Eras a marezia e eu pintava-te do parapeito da janela.
Eras o nevoeiro matinal.
Eras tudo o que tinha na minha tela
Gotas de água que brilhavam como cristal.
Tentei desenhar uma nuvem
Tentei ver-te nela
Era uma nuvem sem forma
Um espelho que não reflectia
Acordei tarde para o trabalho
Larguei a ilusão e lavei a cara
Levantei a cabeça e olhei em frente...
Afinal, ainda te consigo ver no espelho...
Afinal, ainda não acordei.
De: André Brandão
Eras o nevoeiro matinal.
Eras tudo o que tinha na minha tela
Gotas de água que brilhavam como cristal.
Tentei desenhar uma nuvem
Tentei ver-te nela
Era uma nuvem sem forma
Um espelho que não reflectia
Acordei tarde para o trabalho
Larguei a ilusão e lavei a cara
Levantei a cabeça e olhei em frente...
Afinal, ainda te consigo ver no espelho...
Afinal, ainda não acordei.
De: André Brandão
sexta-feira, 20 de março de 2009
Dias das nossas vidas
Como ficam os quartos quando saímos?
Como ficam as velas quando se apagam?
O que fizeram das pessoas que me costumavam pegar ao colo?
Onde foram todos aqueles rostos curiosos, sorrisos falsos, omitindo a realidade da vida?
Iremos ver amanha o mesmo céu de hoje?
Por que é que temos o mesmo destino, mas seguimos sempre caminhos opostos?
Haverá espaço para todos os momentos de hoje, assim como há espaço para os de ontem?
Chega pedir "por favor", quando somos atraiçoados pela dor?
Que mais haverá para dizer, quando o pensamento falecer em fadiga?
Trouxe comigo uma vida
Mas não a ouso usar
Apenas espero sentado
Que a morte a venha buscar
Li paginas e paginas do meu pensamento
Mas parei a olhar no último capitulo
A vermelho cor de sangue o titulo:
"Minha vida é apenas vento".
De: André Brandão
Como ficam as velas quando se apagam?
O que fizeram das pessoas que me costumavam pegar ao colo?
Onde foram todos aqueles rostos curiosos, sorrisos falsos, omitindo a realidade da vida?
Iremos ver amanha o mesmo céu de hoje?
Por que é que temos o mesmo destino, mas seguimos sempre caminhos opostos?
Haverá espaço para todos os momentos de hoje, assim como há espaço para os de ontem?
Chega pedir "por favor", quando somos atraiçoados pela dor?
Que mais haverá para dizer, quando o pensamento falecer em fadiga?
Trouxe comigo uma vida
Mas não a ouso usar
Apenas espero sentado
Que a morte a venha buscar
Li paginas e paginas do meu pensamento
Mas parei a olhar no último capitulo
A vermelho cor de sangue o titulo:
"Minha vida é apenas vento".
De: André Brandão
sábado, 27 de dezembro de 2008
São desejos
Diz-me porquê?
Tudo parece desaparecer quando passo
Não há céu
Não há luto
Aqui só se contemplam pedras
Do tamanho de corações
São desejos
Perdidos
Congelados, petrificados
Espero que o teu se cumpra
O meu...
Traiu-me!
De: André Brandão
Tudo parece desaparecer quando passo
Não há céu
Não há luto
Aqui só se contemplam pedras
Do tamanho de corações
São desejos
Perdidos
Congelados, petrificados
Espero que o teu se cumpra
O meu...
Traiu-me!
De: André Brandão
Posso não ficar mais...
Delicadas
Lembranças do que olhavamos
O que julgavamos nunca acabar
Tudo tem o seu sentido inverso
Se o nosso chegar
Serei o primeiro
O primeiro...
Quero poder ver como nasce o sol
Sem hesitar, mergulhar
E abrir os olhos
Ainda debaixo de água
Ver como fui ingénuo
Indiferente
Quero caminhar pela memória
Andar de mão dada com a lua
Quero reescrever a história
De desejar o tempo...
Mas o tempo não recua
De: André Brandão
Lembranças do que olhavamos
O que julgavamos nunca acabar
Tudo tem o seu sentido inverso
Se o nosso chegar
Serei o primeiro
O primeiro...
Quero poder ver como nasce o sol
Sem hesitar, mergulhar
E abrir os olhos
Ainda debaixo de água
Ver como fui ingénuo
Indiferente
Quero caminhar pela memória
Andar de mão dada com a lua
Quero reescrever a história
De desejar o tempo...
Mas o tempo não recua
De: André Brandão
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Pálida noite de Cores
Pouco restava dessa solitária noite
Ouviasse ao longe os trémulos sinos
Do topo de uma igreja qualquer
Chamavam pelos despertos
Tilintavam melodias fatidicas
Estremeciam o chão.
Do peito jazia um fio de cêra
E chamas por todo o lado
Lentamente, ecoavam gritos desesperados
Sopravam!
Todo aquele silêncio
Se tornara num tumulto
E multidões cercavam o teatro de chamas
Numa dança frenética.
E lá ecoavam, agora intensivas,
As vozes
Do mar sangrento
Sedento de Pecado
De: André Brandão
Ouviasse ao longe os trémulos sinos
Do topo de uma igreja qualquer
Chamavam pelos despertos
Tilintavam melodias fatidicas
Estremeciam o chão.
Do peito jazia um fio de cêra
E chamas por todo o lado
Lentamente, ecoavam gritos desesperados
Sopravam!
Todo aquele silêncio
Se tornara num tumulto
E multidões cercavam o teatro de chamas
Numa dança frenética.
E lá ecoavam, agora intensivas,
As vozes
Do mar sangrento
Sedento de Pecado
De: André Brandão
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